03/05/10

Professor: Assim Não!

Todos tivemos um(a) professor(a) que jamais esquecemos porque nos marcou de forma positiva ou negativa, para o resto do curso, ou mesmo da vida. Eu só comecei a gostar de matemática, na Faculdade, e foi necessário rever algumas matérias (por minha iniciativa) nos livros do Liceu (Ginásio como se diz no Brasil), para obter as bases necessárias. Felizmente resultou . É que na Faculdade tive a sorte de ter um professor excepcional e com uma capacidade enorme de motivar os alunos.

Outro exemplo foi a minha paixão pela disciplina de Português, (principalmente Literatura), justamente porque tive um professor, que gostava do que ensinava e nos transmitiu esse gosto. Lembro-me de que ele organizava visitas às casas de escritores (clássicos da nossa literatura), para que pudéssemos sentir o ambiente em que eles viveram.

Embora o ambiente familiar tenha muita influência nas escolhas que um adolescente faz, sem dúvida que os professores podem aumentar ou aniquilar o interesse que o aluno pode ter por uma determinada área.

O meu pai dizia que passou a detestar a disciplina de Mineralogia porque teve um professor que nunca deveria ter seguido a carreira docente. Era um verdadeiro terror e parece que tinha um prazer sádico em manter essa fama. A história desta aversão pela Mineralogia foi ouvida em nossa casa tantas vezes, que ainda hoje sou capaz de a reproduzir.

Segundo nos contava o meu pai, o professor administrava aquela disciplina do seguinte modo: A entrada era às 8 horas da manhã, não havia qualquer tolerância. Quem chegasse depois dessa hora, um minuto que fosse, já não podia entrar na sala.

As aulas eram áridas e ele queria que os alunos decorassem a totalidade da matéria, que ele seguia escrupulosamente pelo livro de que era o autor.

Os testes de fim dos períodos eram conduzidos de forma inacreditável. Distribuía um papel com as perguntas e em seguida citava as regras, num tom monocórdico: Os senhores têm 20 minutos para fazer o teste, e quem concluir em 15 minutos ou menos, tem mais um ponto (valor), qualquer fraude ou tentativa de fraude é punida com a expulsão da sala e o teste do aluno é considerado nulo.

Colocava o relógio sobre a sua mesa e dizia: podem começar! O nervosismo a que a turma estava sujeita, já era muito, mas dizia o meu pai, que a partir do décimo minuto ficava insuportável. O tal professor começava a dizer em voz alta: para os 15 minutos faltam 5 minutos, faltam 4, faltam 3 faltam 2, falta 1,acabou! E os 5 minutos seguintes, eram ainda mais dramáticos, ele anunciava que faltavam 5 minutos para o fim do teste, e ia contando em escala decrescente os minutos que faltavam, até ao terminou! E rapidamente ia recolher os testes.

Não é difícil imaginar o estado de tensão que deve provocar, num teste de tão curta duração, o docente durante metade do tempo e de minuto em minuto, em voz alta, perturbar a turma com aquela lengalenga.
Na correcção dos testes, ele considerava errado tudo o que estivesse diferente do livro, e como a matéria só por si era difícil, ter que decorá-la era quase impossível.

Quando as notas eram afixadas no átrio a curiosidade era geral e não só dos alunos directamente interessados. Dizia o meu pai que os resultados eram sempre do tipo: oito alunos tinham nota zero, sete tinham nota 2, cinco com nota 3, três com nota 4 e um com nota 6. Este professor dava as aulas teóricas e a salvação estava nas aulas práticas cujo professor era a antítese do outro. Dava notas altas, normalmente entre 15 e 18, salvando alguns da reprovação. Convém aqui esclarecer que as notas em Portugal vão de zero a vinte.

Eu achei estranho que os testes só tivessem a duração de 20 minutos, mas o meu pai, na altura esclareceu que, o professor sabia que era o tempo suficiente para que um aluno suficientemente louco, com memória de elefante, e que tivesse decorado a matéria, concluísse o teste.

Todos os alunos que passaram por aquela disciplina sentiram-se revoltados com o sistema , mas nunca ninguém protestou. Até que em 1953, um aluno mais corajoso revoltou-se e em plena aula, defrontou o professor que esteve à beira de “cair redondo” ali mesmo.

Talvez seja oportuno esclarecer que naquela época os professores tinham tal autoridade, que os alunos se punham de pé em atitude de respeito, quando eles entravam. Era impensável confrontar um professor do modo que aquele aluno terá feito.

Contou-nos o meu pai, que o professor, na aula seguinte anunciou à turma que no exame final ele não iria corrigir a prova escrita desse aluno nem o interrogaria na prova oral. Tudo isso foi feito por outro docente. Tomou essa decisão para que ninguém pudesse acusá-lo de ter prejudicado o aluno revoltado.

O aluno passou de ano e nesses exames os examinadores (esse professor incluído) foram bastante benevolentes. Apesar de tudo eles reconheceram que o aluno tinha razão.

Actualmente é fácil protestar junto do professor quando os alunos entendem que estão sendo prejudicados, mas naquele tempo as coisas não eram assim.

Será que com o espírito de liberdade que predomina na época actual alguém suportava este professor?

Até à próxima.

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25/04/10

Quero Ser Preso!

A sala de espera de um Serviço de Urgência é um local onde tudo pode acontecer: Há os que fazem uma gritaria infernal, porque querem ir para junto do familiar doente ( só é permitido uma pessoa de cada vez), outros que numa calma aparente, andam quilómetros dentro da sala, de um lado para o outro e só param para descansar ou resolver alguns problemas básicos. Eu não me situo em nenhum destes grupos, faço pequenas digressões pelo local, para desentorpecer, e vou sentando aqui e acolá.

Mas o empolgante é que há uma grande variedade de comportamentos e alguns bem interessantes como este que presenciei:

Sentado quase ao meu lado estava um homem que me despertou curiosidade pela postura que mantinha como se quisesse ocupar pouco espaço, pernas apertadas uma contra a outra, dos joelhos aos pés, e os braços cruzados sobre o peito. Tudo isto revelava um estado de tensão. Além disso, fixava as pessoas que passavam como se esperasse alguém.

E esperava mesmo, porque quando chegou o Agente da autoridade policial, que trocou algumas palavras com o colega de turno este indicou o homem sentado, que prontamente se levantou e eu ouvi um diálogo invulgar:
- Então é o senhor que quer ser preso?
- Sou sim, senhor.
- Porquê quer ser preso? O senhor matou alguém? Fugiu de algum lado?
-Não, senhor.
-Então não posso prendê-lo!

Nesta altura tive vontade de ajudar o homem, dando-lhe algumas sugestões como, por exemplo, partir o vidro da janela mais próxima, e outras que me ocorreram com tal facilidade que eu próprio fiquei surpreendido com a minha criatividade nessa área. Mas é óbvio que preferi ficar calado.

Entretanto o homem já soltara a língua e justificava que queria ser preso porque “não gosto da comida que eles me dão”. Então eu percebi que ele vinha de um hospital psiquiátrico, e escapulira-se durante o recreio.

O Agente da Polícia sabia desde o princípio pois, provavelmente, tinha sido informado pelo colega. Essa foi a conclusão a que cheguei porque ele acabou a conversa dizendo que ia transportá-lo ao local de onde ele tinha vindo. Gostei da atitude.

E o homem cuja prioridade era uma alimentação de que gostasse, mesmo em troca da privação da sua liberdade, ficou tranquilamente à espera que o viessem buscar.Não conseguiu ser preso, mas encontrou alguém que lhe deu atenção e escutou o que ele tinha para dizer.E isso bastou, porque a sua postura corporal mudou radicalmente.

Até breve.

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20/04/10

Serviço de Urgência: Onze Horas à Espera!

No Domingo, eu tinha planeado ir a Aveiro, passar o dia com os meus familiares que lá vivem e regressar ao fim da tarde, porque precisava descontrair, depois de uma semana de muito trabalho.

Em vez disso passei onze horas e meia no Serviço de Urgência dum Hospital aqui do Porto. Diz o povo que “o Homem põe e Deus dispõe” e foi isso que sucedeu!

Eram cinco horas da manhã, quando uma das minhas filhas nos veio acordar, dizendo que a avó tinha caído pelas escadas a baixo. Convém aqui dizer, que a minha mãe sofre de doença de Alzheimer há vários anos, mas ainda possuí autonomia suficiente para tomar as refeições junto conosco e utilizar os sanitários,sem precisar de ajuda. Durante a noite era habitual, levantar-se e ir à casa de banho, depois voltava para a cama deitava-se e adormecia tranquilamente. Esta era a rotina.

Mas pelas 5 horas da manhã de domingo,tudo mudou. Provavelmente ao pretender utilizar a sanita, deve ter tido um momento de confusão e foi para o lado oposto, onde ficam as escadas( a porta dos sanitários está a 30 cm da porta do seu quarto, as escadas ficam a 3 metros de distância).

Apesar de fazer uso dos sanitários há 5 anos, sem qualquer problema, ontem deve ter feito uma tentativa de descer as escadas no escuro e caiu. Eu e a minha mulher dormíamos tão profundamente que nada ouvimos.

Chamamos o 112 e às 5,50 horas estávamos num Serviço de Urgência, Durante a primeira metade da manhã fez radiografias um TAC e análises de sangue e levou não sei quantos pontos numa ferida, na cabeça. Às dez o médico disse-nos que não havia fracturas de ossos e que agora precisava ser observada pelo neurologista.

Foi nesse preciso momento que entramos no “país do terceiro mundo”. Pacientemente esperámos mais 2 horas e reclamámos a demora. A justificação era que havia um problema com o sistema informático, mas penso que o verdadeira dificuldade era a ausência do neurologista.

Enquanto esse médico não apareceu, a minha mãe, que se queixava de dores intensas, não tomou qualquer analgésico, nem se alimentou porque poderia ter que fazer outros exames, se o neurologista assim entendesse.

No entanto, só cerca das 16,45 a doente foi observada pelo médico que lhe deu alta e só nessa ocasião ela pôde tomar analgésicos e comer algumas bolachas com chá. Saímos do Hospital às 17,30.

No fim do dia estávamos extremamente fatigados e a doente era quem se apresentava com melhor disposição devido ao efeito dos analgésicos.

Não acredito na história da avaria do sistema informático, e tenho dificuldade em perceber o motivo pelo qual a doente só foi observada pelo médico neurologista quase 11 horas depois de ter dado entrada. É assim que está o nosso Serviço Nacional de Saúde.

Há uns meses atrás vi uma notícia que dava conta de que (estou a citar de memória) o Sábado e o Domingo são os dias em que há mais falecimentos nos Serviços de Urgência e tal seria causado pelo facto de haver menos médicos nesses dias. Serão poucos, mas se dos poucos que estiverem escalados, eventualmente, um ou outro possa não estar de “corpo presente”, ainda passam a ser menos.

O caso da minha mãe, felizmente não era de morte, mas estar onze horas e trinta minutos num hospital à espera de um sistema informático que funcione ou de um neurologista que apareça para avaliar se o estado da doente era ou não grave, francamente, é surrealista.

Enquanto esperava, lembrei-me do artigo que o Yúri escreveu no seu Simples Assim,
novo-codigo-de-etica-medico-sera-que

Bem, como agora o pior deve ter passado, o melhor será nunca mais precisar dos Serviços de Urgência, e nos fins de semana então nem pensar!

Alguém já precisou dum Serviço de Urgência? Se precisou conte-nos a sua experiência.

Até breve.



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03/04/10

O Chico Esperto

Quem já não tropeçou, ao longo da vida, num Chico Esperto? Essa figura aparece em toda a parte: Na Faculdade, na Fila de espera, na Empresa, em qualquer lugar, lá está o sujeito procurando tirar vantagens das mais diversas situações.

NA FACULDADE

É aquele aluno simpático e bem-humorado,que não tem amizade por ninguém mas que se dá bem com todos. Estudar as matérias não é com ele. Prefere copiar, e o seu objectivo desde os primeiros dias de aulas é descobrir um colega bom aluno, que esteja disposto a deixá-lo copiar nos dias dos testes.

E no dia da prova, ele vai estar no lugar mais próximo da "vítima" para poder copiar.O problema é quando aparece um outro Chico Esperto: Uma vez toda a turma presenciou uma disputa por causa do melhor lugar, com ameaças de "lá fora a gente conversa".

NA FILA DE ESPERA

Ele ultrapassa toda a gente e chega junto ao que está na cabeça da fila e diz que só quer fazer uma perguntinha rápida no balcão. Quando sai, ouve alguns protestos dos que esperam na fila, mas ele é descarado e o que lhe interessa é que já resolveu o seu problema.

NA EMPRESA

Aqui é mais grave e às vezes prejudica os colegas de trabalho. O seu objectivo é atingir na hierarquia, o posto mais elevado que lhe for possível. Quem pretender subir de posto pelo mérito, que se cuide porque os métodos do Chico Esperto são modernos e actualmente, mais apreciados. Ele sabe usar a lisonja como ninguém e é hábil a descobrir com quem funciona.

O Chico Esperto geralmente não é trabalhador nem competente, mas tem outras características que causam muito efeito. Fala bem e esbanja simpatia e está sempre disponível para um coffee break ou almoços onde ele possa saber novidades e, em dia de sorte, "apanhar" qualquer notícia importante.

Depois de descobrir alguma coisa que lhe interessa, é rápido a actuar e usa da maior discrição. Nesta fase é um especialista em não dar nas vistas.

Ele é cativante com as pessoas que lhe possam ser úteis e para o conseguir utiliza qualquer meio. Como "trabalha" bastante nestas campanhas de descobertas e conquistas, acaba por quase nunca estar onde devia estar, ou seja, no seu lugar de trabalho.

Mas isso é um detalhe que ele resolve com facilidade: aquele que eu conheci, trazia de vez em quando,uns croissants e outros produtos de confeitaria, que oferecia às pessoas que trabalhavam com ele. Desse modo, sempre que alguém perguntava por ele, recebia invariavelmente uma boa explicação para a sua ausência.

E assim vai fazendo dos outros, seus cúmplices, sem que estes se apercebam. Esta maneira de ser também lhe traz dissabores que ele ultrapassa, mostrando-se muito ofendido, negando, falando da transparência que usa,e arruma o assunto dizendo que tudo o que faz é no interesse da empresa.

Eu conheci um Chico Esperto (como lhe chamavam), lá na Empresa onde trabalhei em início de carreira. Nunca me prejudicou porque pertencíamos a secções diferentes, e até nos dávamos bem e algumas vezes rimos das maneiras dele.

Pois esse rapaz, três anos mais tarde, já ocupava um importante lugar na hierarquia do grupo a que a empresa pertencia. Dizem que foi uma nomeação por confiança política, mas a curiosidade é que ninguém lhe conhecia qualquer preferência partidária.Nunca vi aquela alma discutir política.

Inclino-me mais para a "teoria" de que o Chico Esperto, não é amigo de ninguém, e só abrirá uma excepção para quem lhe der algo de importante em troca. E parafraseando o poeta:"esse amor será eterno enquanto durar".

Você já conheceu alguém com estas características ?

Até à próxima

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08/03/10

Dia Internacional da Mulher

Mais um Dia Internacional da Mulher. Eu no lugar das senhoras não gostaria que este dia lhes fosse dedicado (nem este nem outro qualquer), porque faz passar a ideia de que os restantes 364 dias são dos homens!

Já sei que esta moda de atribuir dias por tudo e por nada é apenas uma questão de Marketing. É preciso criar eventos que aumentem as vendas. Mas sinceramente não gosto, e até, como neste caso, acho humilhante.

Será que neste dia os homens são mais atenciosos com as suas companheiras e com as mulheres em geral? Talvez, não sei. Quanto a mim, mantenho a mesma postura dos outros dias. Isto é, sou sempre amável com o sexo oposto, e nem outra coisa seria de esperar de uma pessoa civilizada.

Outra coisa é constatar que existem ainda muitos preconceitos que dificultam a vida, ao sexo feminino, principalmente no aspecto profissional. Na faculdade elas são melhores do que nós os homens. Mas quando acabam os estudos existe o tal "tecto de vidro" que não as deixa subir. As que conseguem, ganham menos que os seus colegas masculinos. Mesmo as que não sobem ganham menos.

Mas a culpa será só da sociedade masculinizada? Leiam esta história passada comigo.

Na área da Engenharia Civil, uma das actividades que exerço,é a de avaliação de prédios, o que me leva muitas vezes a deslocar-me a várias cidades e outras pequenas povoações, para ver moradias e apartamentos. Quando não conheço os locais preciso de instruções para conseguir lá chegar.

Daí que seja sempre necessário uma ligação telefónica para marcar o dia, a hora e pedir que nos indiquem algumas referências que facilitem a descoberta do prédio a avaliar.É que chega a ser bastante difícil, quando se trata de casas à beira de estradas, ou em pequenos aglomerados populacionais.

Um dia, telefonei,fui atendido pela proprietária, e depois de marcar o dia e a hora
em que iria, seguiu-se o pedido de umas dicas para lá chegar. A senhora, amavelmente me indicou o caminho enquanto eu tomava notas para não esquecer.

Aconteceu que uma hora depois, eu voltei a telefonar para mudar o horário (tinha havido uma desistência de um outro cliente)e voltei a ser atendido pela proprietária, que me disse isto: Ainda bem que telefona, é que as indicações que lhe dei estão erradas. Desculpe, sabe ... eu sou mulher. Vou passar ao meu marido que ele é que sabe.

Eu bem tentei: disse-lhe que me explicasse melhor o caminho eu iria lá chegar, mas ela achou mais simples chamar o marido que ele explicaria melhor.

Como é possível que em pleno séc. XXI, ainda haja alguém que pense que ser mulher lhe confere uma capacidade menor do que a do companheiro. Talvez tenha sido ele que a convenceu disso. Mas isto é apenas um caso que não permite generalizar.

Nestas minhas andanças, nunca notei qualquer superioridade dos homens. O que aprendi foi que os eles indicam o caminho de uma maneira e as mulheres têm outro estilo, que até me parece mais interessante.

Por exemplo: Um homem dirá,siga pela estrada tal, ande 3 km, vire na primeira à direita, ande cerca de 1 km e é aí.Se tiver dúvidas basta perguntar qual é a casa do José Mateus, que todos me conhecem.

Já uma mulher dirá: Siga pela estrada que tem árvores dos 2 lados, vai encontrar do lado direito uma casa branca que tem um jardim na frente com uma árvore enorme, passando essa casa encontra uma cruz de pedra na beira da estrada, volta à direita e segue em frente. Quando vir uma casa branca com um grande portão verde, a nossa casa é logo a seguir.

É evidente que não há inferioridade intelectual com base no sexo. Há sim é muito preconceito que precisa de ser banido quanto antes.

Além disso já não estamos no séc. XVII, em que a sociedade (dominada pelos homens e aceite pela maioria das mulheres)dizia que "a mulher só precisava saber ler para compreender o marido". Muito caminho já se percorreu mas ainda falta bastante, que deve ser ultrapassado a correr.

Não acham?

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20/01/10

Criatividade Sim Mas Com Limites!

Neste tempo em que as pessoas se esforçam por retomar hábitos de poupança, procurando gastar o menos possível, eu lembrei-me do Mário Jorge, que já não vejo há uns quinze anos.

Nessa altura ele ja teria 40 anos e era conhecido entre os amigos por ser um especialista na arte de poupar. Mas o que o fez ganhar essa fama não foi propriamente ele gostar de fazer economias, mas sim os métodos que utilizava.

Ficaram célebres algumas atitudes que ele tomava, porque tinham sempre a mesma característica: Tirar o melhor proveito possível da situação.

Ficaram registadas na memória de quantos conviveram com ele, algumas anedotas a propósito da sua maneira de se aproveitar das situações.

Lembro-me (porque isto virou anedota), de quando ele quis ajudar o Germano que andava muito deprimido. Comprou um livro de Auto-Ajuda para supostamente oferecer ao rapaz em crise. Escreveu no livro uma simpática dedicatória, onde exortava o doente a conviver com os amigos e garantia que aquele livro iria ajudá-lo.Terminava a dedicatória com uma frase do tipo:Deseja-te rápidas melhoras, o amigo atento, Mário Jorge.

De posse do livro,telefonou ao "felizardo" e convenceu-o (com dificuldade)a sair de casa e ir tomar um copo com ele, que só lhe faria bem espairecer.

No Café onde se encontraram, mandou servir um lanche para cada um, e conversaram sobre os males que andavam a afligir o amigo.

Dias depois, o Germano contava-me que o Mário lhe entregou o livro, ele leu a dedicatória, e quando ia agradecer, o Mário Jorge disse-lhe: Não me agradeças, porque quem vai pagar o livro és tu,é que eu não estou nadando em dinheiro. E se quiseres ser simpático com quem te quer ajudar, paga também os lanches. Depois conta-me se gostaste do livro.

O Germano ficou tão indignado com esta cena, que nunca chegou a ler o livro.

Conta-se também que quando ele mudou de casa, convidou alguns casais amigos para a inauguração da sua nova morada. Pediu-lhes que fossem ter ao antigo apartamento dele e depois seguiriam todos juntos para a casa a inaugurar.

Estaria tudo bem se ele, sem qualquer aviso prévio, não tivesse enchido os automóveis dos convidados com o que faltava transportar para concluir a mudança.

Mas até seria tolerável se ele e a sua mulher não tivessem posto os amigos, a arrumar nos lugares definitivos tudo (ou quase tudo) o que já havia sido transportado.

Só depois teve lugar a inauguração. Uns artigos de confeitaria servidos em pratos de papel e as bebidas em copos de plástico. A inauguração acabou de madrugada, e os convidados deixaram a casa impecavelmente arrumada.

Parece que era um hábito dele quando dava uma festa,os convidados eram “estimulados” a deixar a casa toda arrumadinha.Portanto a maioria já habituada.

Eu nunca fiz parte do círculo de amigos do Mário Jorge, daí que nunca tenha participado nessas iniciativas. Mas conheci alguns dos que participaram naquela “criativa” inauguração.

Ele não era elogiado pelo modo muito próprio de utilizar a seu favor o “voluntariado” de quem apanhava a jeito. Mas havia unanimidade quando se falava da enorme imaginação do Mário Jorge.

Eu não simpatizava com aquela maneira de “ajudar” os outros, ou de “obrigar” os amigos a ajudá-lo. Mas se calhar ele é que tinha razão: os amigos são para as ocasiões.Não é assim?

Até à próxima

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25/11/09

Boa Educação: Precisa-se!



Aquele banco onde a menina pousou o pé era mesmo onde eu ia me sentar.É que eu também gosto de ir à janela, mas como o pezinho deve ser mais importante que uma pessoa,e como havia mais assentos disponíveis, ela achou que eu devia procurar outro lugar.

Não fiquei aborrecido, já estou habituado a ver esta falta de educação, nos autocarros. Não sou um utilizador diário deste meio de transporte, mas por estranha coincidência, quase sempre que os utilizo, vejo coisas destas e outras ainda piores.

A garota era uma adolescente, e na adolescência já é habitual saber como viver em sociedade. Nessa idade já se aprendeu a ter "boas maneiras". Mas aquela menina não sabe ainda o que é isso.

Os pais provavelmente também não sabem e portanto nunca devem ter-lhe ensinado essa coisa tão insignificante que é: não-pôr-os-pés-em-cima-das-cadeiras.

Mas não são só estes jovens que ainda estão crescendo que se comportam desta maneira, é muito frequente ver adultos sentarem e colocarem o pé no banco da frente, nos autocarros,com a maior descontracção, demonstrando uma falta de civismo confrangedora.

Felizmente, eles representam uma minoria, mas chegam e sobram para incomodar os que têm educação.

Ainda outro dia, viajei num autocarro e assisti a uma cena semelhante, mas com a agravante de um rapaz ocupar com o pé o único lugar vago, e havia pessoas de pé. Trazia enfiado nos ouvidos uns auriculares e olhava para o exterior, com um estranho olhar fixo, de quem está vendo algo de transcendente.

Mas a realidade é que ele nem via nem ouvia o que se passava à sua volta.Digo isto porque ele não viu nem ouviu, uma senhora que acabara de entrar, pedir licença para sentar. Só quando ela lhe tocou na perna,o rapaz olhou e tirou o pé. Mas a senhora antes de sentar, limpou com um lenço o local onde estivera o sapato.

Sem dizer uma palavra a senhora deu uma lição ao rapaz, mas duvido que ele tenha tirado algum proveito.

Até à próxima.

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22/11/09

Dormir Em Baixo Da Ponte

Dormir em baixo da ponte não é com certeza uma ideia que ocorra à grande maioria das pessoas. Menos ainda fazer vida de "sem abrigo", nem que seja por um curto período de tempo.

Não me custa acreditar que mesmo aquela minoria que adora situações radicais, como por exemplo, saltar de cima de uma ponte para o espaço, preso apenas por um elástico,tenham alguma vez pensado em dormir em baixo da ponte.

Não é que seja mais difícil ou perigoso.O que acontece é que quem nos tira a cama como lugar para dormir um bom sono, tira-nos tudo. E noutra perspectiva, é sempre sinónimo de graves problemas económicos, que ninguém gosta de dar a conhecer aos outros.

Mas agora tudo se transformará, porque uma das atracções para aqueles já viram de tudo, é o "produto" que está a ser comercializado por uma empresa com sede na Holanda. Agora, viver em baixo da ponte, está ao alcance de todos.Diz a notícia que não é barato, mas que deve ser uma experiência inesquecível, acredito que sim.

Já pensou na sensação de ser um "sem abrigo" nas ruas de Paris, dormindo sob as pontes do rio Sena?

Para garantir a segurança dos seus clientes a empresa distribui um cartão. Confesso que, ainda não cheguei a entender(talvez por falta de pormenores), a segurança que esse cartão oferece a quem, subitamente é vítima de um assalto.

A vida de um "sem abrigo" não deve ser nada fácil, e esconde dramas que ninguém gostaria de os viver. À primeira vista a ideia da empresa da Holanda,até pode parecer ofensiva à desgraça deles.

No entanto, prefiro pensar que será positivo que muitos, com posses para pagar uma experiência destas, vejam como vive um "sem abrigo" e possam, depois de experimentar,contribuir para que cada vez haja menos pessoas a dormir sob as pontes.

Temos no entanto de concordar, que criatividade não falta à Empresa. É verdadeiramente uma inovação no Turismo de Aventura. Estou com curiosidade de saber qual o sucesso deste programa de férias.

Se algum dos leitores, apreciador de aventura, lá for,conte-nos como foi e tenha a gentileza de enviar umas fotos.E que escreva também a sua impressão sobre tão rara experiência. Este blogue estará ao seu dispor.

Até à próxima.

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17/11/09

A Publicidade Na Internet

Quem tem por hábito "navegar" na Internet já reparou certamente, que as empresas utilizam cada vez mais este meio para fazer publicidade dos seus produtos e serviços.

É que a publicidade é direccionada para os que procuram algo em que estão interessados, e além de ser mais económica,as empresas sabem que acertam muito mais facilmente no seu público alvo.

Nos outros meios de comunicação, os anúncios são colocados diante dos nossos olhos, quer estejamos ou não interessados,muitas vezes são até impertinentes, porque nos são impostos.

Quem já não fez "zapping" nos intervalos de um filme, na televisão, para fugir da publicidade que não interessa?

Na Internet, se estamos interessados em algum produto, basta-nos fazer uma pesquisa, para aparecer milhares de informações. Aqui procuramos o que nos interessa. Por exemplo: Experimente pesquisar no Google, pela expressão Telemóveis Baratos, verá que tem à sua disposição cerca de 344.000 resultados.

Portanto não fiquei nada surpreendido ao ler os dados do Internet Advertising Bureau, que mostram que a publicidade está assim distribuída:
  • Internet 23,5%
  • Televisão 21,9%
  • Publicações Impressas 18,5%
  • Rádio 14,6%
  • Correio Directo 11,5%
  • Restantes meios 10,0%
Estes resultados referem-se ao Reino Unido, mas é incontornável que esta tendência está a alastrar pelo mundo.
Até à próxima.

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07/11/09

Julie Andrews: Voltará a Cantar?

Quem não se recorda do filme "The Sound of Music" que em Portugal passou com o título Música no Coração e no Brasil passou como A Noviça Rebelde? Então também não se esqueceram de Julie Andrews,que na figura de Maria von Trapp, interpretava belas e inesquecíveis canções.


Julie Andrews em 1987 viu-se impossibilitada de usar a sua extraordinária voz, quando teve que ser submetida a uma cirurgia para remoção de nódulos nas cordas vocais. Hoje, com setenta e quatro anos a actriz-cantora tem justificadas esperanças de voltar a cantar.


No Massachusetts Institute of Technology está a ser aperfeiçoado um produto, em forma de gel que pode criar cordas vocais artificiais para ela.


A notícia menos boa, é que o referido produto ainda não foi testado em humanos, o que só acontecerá em 2011.


Se tudo correr bem,na melhor das hipóteses Julie Andrews, quando puder cantar, terá setenta e seis anos de idade.


Faço votos que a cantora regresse em boa forma e que a sua voz reapareça a fazer lembrar os seus bons tempos.


Se esse produto for eficaz será uma bela notícia para todos o que têm o mesmo problema. Os progressos da medicina, fazem-nos esperar o melhor.




Até à próxima.




Este vídeo dá para ter uma ideia da actriz e cantora Julie Andrews




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19/10/09

Vinícius e Solnado

VINÍCIUS DE MORAIS

Se fosse vivo, hoje completaria 96 anos de idade, porque nasceu em 19 de Outubro de 1913, mas o destino quis que ele nos deixasse no dia 9 de Julho de 1980.

Que maravilhoso Poeta que ele foi, mas tem mais:Formou-se em Direito, foi diplomata, nos Estados Unidos, na França e no Uruguai. Foi Jornalista e Compositor. Foi importantíssimo no movimento que em 1958 marcou o início da Bossa Nova.

RAUL SOLNADO

Completava hoje 80 anos porque nasceu em 19 de Outubro de 1929, mas deixou-nos a 8 de Agosto deste ano de 2009. Foi um dos maiores humoristas português. Trabalhou em Teatro, em Cinema e em Televisão.

Tem "sketchs" inesquecíveis, como A Guerra de 1908, que interpretou na revista Bate o Pé (1961), e outros como: A História da Minha Vida, Chamada para Washington, O Bombeiro Voluntário, A História do Meu Suicídio, Cabeleireiro de Senhoras e a Ida ao Médico.

Sobre estes dois geniais artistas, que se distinguiram em géneros diferentes, e que foram dos maiores nos seus países,e também internacionalmente,muito mais haveria que contar, mas aqui só queria homenageá-los e chamar a atenção para a coincidência, de ambos terem nascido no dia 19 de Outubro.
Para os recordar vejam estes vídeos.

TARDE EM ITAPOÃ


A GUERRA DE 1908

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27/09/09

Condomínio Como Este,Não!

O Nuno foi dos últimos a ir viver para aquele Condomínio que tinha todas as condições para ele a mulher e a filha, viverem tranquilamente. Situado em frente ao mar, construção nova e de boa qualidade. A tipologia das habitações, quase todas T4, pelo seu elevado preço, seleccionava os compradores. Tudo agradou à família.

O vendedor até lhe tinha oferecido a lista dos moradores do prédio. Ele reparou que, com excepção de dois empresários, os restantes eram possuidores de títulos académicos, facto que não sendo fundamental,pelo menos deixava a ideia de se tratar de pessoas com educação.

COMEÇAM OS PROBLEMAS

O primeiro sinal de que a realidade não era bem a que o Nuno esperava, foi dado pela vizinha do lado, que utilizava a rádio e a televisão com o som tão elevado que incomodava seriamente a família.

Ele aguentou uns dias, mas como o barulho era diário, resolveu falar com os vizinhos. Tocou à campainha, e quando tentava explicar à senhora o incómodo que o barulho estava a causar, esta interrompeu dizendo que a TV estava num som perfeitamente normal. Informou-o de que se ele quisesse mais algum esclarecimento, devia ir ao escritório do marido, onde seria atendido. Esta foi a primeira guerra que o Nuno “comprou”. Nunca mais falou com esses vizinhos.

Outra situação que desgostou o meu amigo, foi que depois de ter sido aprovado em reunião de condóminos, que só seria permitido o transporte de animais, em um dos dois elevadores(e ficara definido qual o elevador para esse fim), um dos moradores  transportava, em qualquer dos elevadores o seu enorme cachorro.

 

Claro que o Nuno, quando teve oportunidade, acabou por perguntar ao senhor se o outro elevador onde se transporta os animais estava com avaria. O senhor não gostou e respondeu: Porquê a pergunta, o senhor conserta elevadores? Obviamente que discutiram. Foi a segunda guerra que o Nuno “comprou”. Nunca mais falaram um com o outro.

 

OS PROBLEMAS CONTINUAM

O prédio ainda não tinha quinze meses de uso, quando nas paredes de um elevador apareceu esta frase:”Amo-te. Agora descobre quem eu sou e quem és tu”. Tinha sido escrita com um canivete, muito vincada, e estragou o revestimento da parede.

Por esta altura, houve uma reunião de condóminos em que o Nuno verificou que várias pessoas tinham problemas entre si. Ele também entrou na discussão quando alguém falou do barulho que alguns moradores faziam. Foi uma reunião muito desagradável.

Ainda há outro problema: o vizinho do lugar de aparcamento estaciona a viatura de forma desleixada, às vezes dificultando a manobra do Nuno.

Tudo piorou quando algum tempo depois, um condómino construiu uma marquise na varanda da fachada principal, sem pedir a necessária autorização. Já tiveram duas reuniões até de madrugada, com discussões e insultos. Vai ser apresentada uma queixa, na Câmara.

Diz o meu amigo que é incrível como no mesmo prédio o acaso juntou indivíduos com boa posição social, mas de tal modo arrogantes, que não admitem qualquer espécie de limitações aos seus actos, e  não têm a menor consideração pelos outros.

Ele está bastante aborrecido com o ambiente que se vive naquele prédio. Diz que é um sacrifício ter que se cruzar todos os dias com aquelas pessoas.

CONCLUSÂO

Conheço alguns casos como o do meu amigo, porque visito muitos prédios quando faço Avaliações. As pessoas, quando adquirem uma habitação não tomam os necessários cuidados. Depois sofrem desilusões enormes.

É uma boa prática, se vai adquirir um habitação usada, verificar o estado de conservação, saber que obras foram feitas no prédio, quando foram realizadas,ver se encontra algum defeito, humidades, paredes rachadas.Veja e experimente o seu lugar de aparcamento, zona de manobras, bem como a subida e descida nas rampas.

Veja se as zonas comuns estão limpas, pergunte qual é o valor da mensalidade do Condomínio e se está pendente alguma acção contra o construtor.

Observe o local, está estabilizado? há oficinas ruidosas? má vizinhança?

Lembre-se do que aconteceu com este meu amigo e procure saber se há problemas entre os moradores. Todo o cuidado é preciso pois comprar uma habitação custa muito dinheiro!

Certamente esqueci de outros cuidados a ter,se souber de mais alguns sinta-se à vontade para os dizer, só terei que lhe agradecer.

Até à próxima.

 


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16/06/09

Telemóvel Não se Deve Esquecer!

O rapaz entrou apressadamente na Cafetaria e perguntou à proprietária se ela não tinha visto um telemóvel que ele esquecera naquela mesa onde há menos de uma hora tomara uma bebida.

Ela respondeu que não, não tinha visto, e ficaram a falar: – O senhor não terá deixado noutro local? Ele tinha a certeza que foi ali naquela mesa e só tinha dado pela falta quando conduzia o automóvel.

Foi quando a dona do estabelecimento teve uma ideia brilhante: – Olhe, diga-me o número do telemóvel que eu faço uma ligação, se ele estiver por aqui logo se ouve.Assim o disse e assim o fez.

Então para surpresa das pessoas que estavam na Cafetaria (eu incluído), ouviu-se em surdina, uma música conhecida, muito usada nestes aparelhos.

-É ele! Quase gritou o rapaz. Nós já tínhamos notado de onde vinha o som.

A moça não tinha mais do que vinte e cinco anos, elegantemente vestida, escrevia qualquer coisa numa agenda. Quando pressentiu que todos olhavam para ela, levantou os olhos e falou:

-É o meu. Continuou a escrever e a música deixou de se ouvir.

Mas a dona da Cafetaria não desarmou e voltou a ligar e o som ouviu-se, sem qualquer dúvida, dentro da bolsa da jovem.

- A menina não atende? Perguntou a dona do Café, já irritada.

Então a tal menina levantou-se, dirigiu-se ao rapaz, tirou o telemóvel e entregou-o dizendo apenas: – Desculpe. E saiu quase a correr.

Curiosamente, nós os espectadores que assistimos a tudo sem dizer uma única palavra, descobrimos logo imensas coisas para dizer. Desde o “ não devia tê-la deixado sair”, passando pelo “ mas que descaramento”, até ao “ porque não chamou a polícia?”

Talvez seja útil esclarecer o leitor que goste de análises psicológicas, que excluindo a proprietária do estabelecimento e a jovem, todos eram homens. O motivo porque ninguém interferiu, talvez dê um bom exercício de análise. Outro bom exercício seria teorizar sobre o porquê do deslize da moça.

Ainda quisemos saber se ela tinha pago a despesa. Mas a senhora sossegou a plateia: Ela tinha liquidado a conta logo que foi servida.

Pessoa honesta, sim senhor! O problema da menina parece ser só no que se refere a Telemóveis.

Até à próxima


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26/10/08

Se o meu Blog falasse!

Se este blog pudesse falar certamente reclamava da pouca atenção que lhe dou. E teria toda a razão, coitado!

É que infelizmente eu não pertenço àquela classe de privilegiados que parecem ter um sistema de inspiração automática. Basta pressionar um botão e sai um artigo cá para fora.

Os seus blogs vivem felizes e contentes. Têm alimentação a horas certas e com as calorias necessárias para os manter saudáveis.

E afinal não é difícil alimentar um blog. Eles até nem são esquisitos. Comem de tudo: seja comida fresca ou requentada, acrescentada, pouca quantidade, muita quantidade, indigesta, intragável, seja o que for. Só desejam ter a atenção do dono.

Lamento não ser assim, e sempre que desejo escrever alguma coisa, recordo a conhecida história do Picasso.

Quando alguém lhe perguntou qual o método que ele utilizava para pintar. ele disse:
- Primeiro sento-me.
Esse alguém, admirado falou:
-Eu não sabia que o mestre pintava sentado!
Então Picasso explicou:
-Não, eu pinto sempre em pé.

Comigo se passa algo de semelhante. Eu sento-me e fico a pensar no que vou escrever. A diferença é que Picasso, depois levantava-se e pintava, mas eu continuo sentado, até que a vontade de escrever acaba por passar.

Até à próxima.

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10/10/08

Sorria. É de graça!

Da maneira como as coisas estão, com esta crise que atinge quase todos os Países, existe um pessimismo generalizado. Mas vamos ter esperança, pois, como disse o poeta: "Não há mal que sempre dure, nem bem que nunca acabe."

Se achar graça a estas frases que encontrei por aí, sorria. Quem sabe, talvez se sinta mais optimista.

-Aquele que ao longo do dia, é: Activo como uma abelha; Forte como um touro; Trabalha que nem um cavalo. E no fim de semana se sente cansado como um cão. Deve consultar um veterinário.

-As nuvens são como os chefes... Quando desaparecem, o dia fica mais lindo!

-Por maior que seja o buraco em que te encontras, sorri, porque por enquanto, ainda não há terra por cima.

-Se te estás a sentir sozinho, abandonado e a achar que ninguém te liga... Atrasa um pagamento!

-Errar é humano. Colocar a culpa em alguém é estratégico.

-Porque é que um homem não pode ser simultaneamente, bonito e inteligente? Porque senão seria uma mulher.

-Aos 769 anos, Matusalém estava tão bem conservado, que só lhe davam 545.

-Se você é capaz de sorrir, quando tudo deu errado, é porque já descobriu em quem pôr a culpa.

-Os homens mentiam muito menos,se as mulheres não perguntassem tanto.

-Há duas palavras que abrem muitas portas: Puxe e empurre.

-O importante não é saber, mas ter o número do telefone de quem sabe.

Espero que tenham, ao menos,dado um sorriso. :)

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09/09/08

Memória + Poder de Observação = Mulher

Por que razão as mulheres se recordam daquelas datas ou acontecimentos, que nós, homens, sempre esquecemos ?


Mesmo que uma mulher nem tenha uma memória prodigiosa, quando se trata de saber o dia em que começou o namoro, lá estará ela com o dia, mês e ano, na ponta
da língua.
E não fica por aí, ela sabe: o lugar onde aconteceu, o que o rapaz disse, e também como estavam vestidos.


É um espanto que quando se zangaram numa festa (porque ele olhou três vezes para uma ruiva), e tempos depois reataram, ela saiba as datas, fale na estúpida da ruiva e recorde que foi ele que tomou a iniciativa de a reconquistar.


Quando se fala do primeiro beijo é sensacional que qualquer mulher descreva integralmente tudo, mas mesmo tudo. Onde foi, a que horas foi, como foi, o que sentiu, e como estavam vestidos.


Quando se casa, a sua mulher não vai esquecer nada, nadinha de como foi desde o pedido até ao momento em que saíram da festa. A lua de mel ficará gravada e pronta para ser lembrada sempre que for preciso.


Um rapaz que eu conheço, contava que o que tinha mais medo era da memória da namorada.
É impressionante a memória selectiva que elas possuem para este tipo de acontecimentos!

Nós, que a nossa mente funciona de outra maneira, vemos o conjunto e esquecemos os pormenores. Não somos bons para datas. Chegamos ao cúmulo de (quando é preciso) nem lembrar a data do casamento. Bem sei que temos sempre o recurso de (disfarçadamente) vermos a data na aliança.


Nem dizendo que é a nossa natureza, que somos assim, desligados desses pormenores. Nada as convence. Dizem que o nosso problema não é falta de memória, é mas é, falta de amor. Que injustiça! Só nós os homens é que nos compreendemos!


O nosso azar não fica por aqui. As mulheres são extremamente observadoras. São capazes de descrever qualquer cena passada com ambos, com uma minúcia desconcertante. Mesmo que você diga que não foi assim, não lhe vale de nada. É preferível concordar!


Um amigo meu diz, a propósito: Quando na praia tu vês aquela "escultura" de fio dental sozinha a passear na areia, a tua mulher já a viu há 10 minutos. Como é possível?


Só nunca percebi porquê, com tanto poder de observação, as mulheres ainda se enganam quando escolhem o marido. Sim, pois se vocês julgam que são os homens que escolhem a companheira, estão muito enganados!
Até à próxima.


Photo Credit:Nookiez

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16/06/08

Blogues! Chegou o curso que fazia falta!

Fiquei sabendo hoje, no texto escrito por Paulo Faustino do Fique-Rico, que vai ter lugar o 1º Curso de Criação e Rentabilização de Blogs em Wordpress.

O Curso será nos dias 12, 19 e 26 de Julho na Cidade do Porto, nas instalações da Fordual, que promove esta iniciativa.

Terá a duração de 21 horas, divididas em 3 sessões de 7 horas cada. O custo será de 195 € + IVA, e inclui a Formação, Certificado acreditado, Domínio (.com.; .net. ; .info. ;.org.), e ainda um pacote de alojamento profissional.

Para saber mais sobre este Curso, como sejam, o Programa e as Inscrições, clique Fique-Rico. Mas fique já sabendo que o Formador será o Paulo Faustino, que por si só, é uma garantia de qualidade.

Do meu ponto de vista, este é um curso que, para além dos conhecimentos que vai transmitir, dará a oportunidade de se conhecer pessoas com os mesmos interesses, fazer amizades e trocar opiniões.

Espero lá estar!

José Pereira


Nota: Por motivo de o número de inscritos não ter sido suficiente, o Curso não se realizou. (Actualização feita em Setembro)
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12/06/08

Cumprimentar ou não cumprimentar, eis a questão!

Nunca lhe aconteceu ter um colega de trabalho, que por tudo e por nada lhe dá um abraço e um aperto de mão? Pois eu tenho um, no meu local de trabalho.
Cumprimenta quando chega ao serviço; cumprimenta (às vezes até nos abraça) quando dizemos uma piada. -"Essa foi mesmo boa!" E lá vem um aperto de mão e/ou um abraço.
Eu, que até gosto de dizer umas graças, estou a ficar inibido, pois sou a maior vítima do entusiasmo do Artur. -"Pára lá com isso", digo eu. Mas aquilo está-lhe no sangue. Só sai com transfusão! Raro é o dia em que não sou cumprimentado, umas dez vezes. Eu e os outros colegas que compartilham a mesma área de trabalho com aquele chato!
Há muitas situações que o "obrigam" a cumprimentar-nos. Seja uma novidade que um de nós anuncia; seja um elogio do chefe a respeito do nosso trabalho; seja quando o nosso clube ganha. Aquilo é compulsivo! Já evitamos falar certos assuntos na presença do rapaz.
Curiosamente existe um outro tipo, na secretaria, que é o contrário deste. Cumprimenta toda a gente no dia 1 de Janeiro, e vai dizendo: - "Agora, só no fim do ano". E não dá mais nenhum aperto de mão durante os 365 dias. E no dia 31 de Dezembro, lá vai ele, de sala em sala, desejar a cada um, feliz "reveillon". É o segundo aperto de mão do ano.
Mas o caso deste já está diagnosticado. Ele sofre de bacilofobia (medo de micróbios). Lava as mãos não sei quantas vezes por dia, evita tocar nos puxadores das portas e outras manias.
Mas ao menos não nos chateia!
José

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30/05/08

Blogues. São como uma empresa?

Quase no fim da reunião anual de vendas de uma empresa, depois de terem falado, o director de marketing, que elogiou a publicidade feita nesse ano e a campanha espectacular que ia começar, e o director de vendas, que aplaudiu a competência dos seus profissionais, que tinham contribuído com as suas sugestões, para tornar os postos de venda, melhores que os da concorrência.

O presidente da empresa, então perguntou: Se possuímos a melhor publicidade, o melhor marketing, os melhores postos de venda, porque razão vendemos menos comida para gatos, que a concorrência ? Um silêncio pairou na sala, pareceu uma eternidade. Até que uma voz sumida, lá do fundo, respondeu: Porque os gatos a detestam.
Tal como os blogues, pensei eu. Uma ideia, auxiliada por campanhas permanentes de marketing, óptimos templetes com uma navegabilidade excepcional, por si só não aumentam o tráfego nem o valor da factura, se o seu produto, isto é,o que você escreve, não for do agrado dos destinatários, que são os visitantes.

Vão entrar, uma vez, podem até ir outra vez, para tirar a prova, mas não voltarão.

José

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06/05/08

Escadas ou quebra-cabeça?


Subir estas escadas é mesmo um quebra-cabeça! Se você quer ir para a habitação do 1º andar, não pode. Para a habitação do 2º andar, nem pensar.

Se me tivessem contado que tinham construido umas escadas assim eu não acreditava! Mas a fotografia é elucidativa. Aqui, nem o "errar é humano" serve para desculpar.

Não vale a pena ficar a pensar quem foi o responsável por está maravilha! Dê uma boa gargalhada e pronto.

José
Fonte: Cacau´s Weblog

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