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21/04/08

Eu mordo-me de inveja.

Certamente você já reparou naquele tipo de pessoa com quem nos cruzamos diariamente, que anda na rua em passo lento, como se tivesse todo o tempo do mundo por sua conta e com ar de quem quer dizer: Eu sou o máximo!

Caminha com os braços arqueados e afastados do corpo, tal como o cow-boy dos filmes, nos duelos, prontos a sacar das pistolas.

Não sei porquê, mas nunca traz nada nas mãos,penso que é para não estragar a figura, só o vejo com um saco pendurado no ombro quando vai para o ginásio.

Está sempre fazendo pose, como se soubesse que a qualquer momento vai ser fotografado. Aparentemente não tem nada para fazer. Não gosta de ler e apenas cuida de manter os músculos.

Acorda entre o meio dia e as 14 horas, almoça sempre no mesmo local, onde, por ser cliente habitual, tem um bom desconto na refeição. Dali segue para o mesmo sítio de todos os dias, para um bate-papo com os amigos. Ao fim da tarde vai até o ginásio.

Não sei o que faz à noite, mas deve recolher ao seu quarto bastante tarde, tendo em vista as horas a que se levanta.

Imagino que a vida lhe corre de feição, porque se nota que é uma pessoa contente consigo mesmo. E aquela tranquilidade olímpica, só é explicável por uma ausência de preocupações.

Ao menos que haja alguém tranquilo no meio da azáfama da cidade.È que parece estar sempre de férias.
Pois é, mas eu mordo-me de inveja. :)

José


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