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22/11/09

Dormir Em Baixo Da Ponte

Dormir em baixo da ponte não é com certeza uma ideia que ocorra à grande maioria das pessoas. Menos ainda fazer vida de "sem abrigo", nem que seja por um curto período de tempo.

Não me custa acreditar que mesmo aquela minoria que adora situações radicais, como por exemplo, saltar de cima de uma ponte para o espaço, preso apenas por um elástico,tenham alguma vez pensado em dormir em baixo da ponte.

Não é que seja mais difícil ou perigoso.O que acontece é que quem nos tira a cama como lugar para dormir um bom sono, tira-nos tudo. E noutra perspectiva, é sempre sinónimo de graves problemas económicos, que ninguém gosta de dar a conhecer aos outros.

Mas agora tudo se transformará, porque uma das atracções para aqueles já viram de tudo, é o "produto" que está a ser comercializado por uma empresa com sede na Holanda. Agora, viver em baixo da ponte, está ao alcance de todos.Diz a notícia que não é barato, mas que deve ser uma experiência inesquecível, acredito que sim.

Já pensou na sensação de ser um "sem abrigo" nas ruas de Paris, dormindo sob as pontes do rio Sena?

Para garantir a segurança dos seus clientes a empresa distribui um cartão. Confesso que, ainda não cheguei a entender(talvez por falta de pormenores), a segurança que esse cartão oferece a quem, subitamente é vítima de um assalto.

A vida de um "sem abrigo" não deve ser nada fácil, e esconde dramas que ninguém gostaria de os viver. À primeira vista a ideia da empresa da Holanda,até pode parecer ofensiva à desgraça deles.

No entanto, prefiro pensar que será positivo que muitos, com posses para pagar uma experiência destas, vejam como vive um "sem abrigo" e possam, depois de experimentar,contribuir para que cada vez haja menos pessoas a dormir sob as pontes.

Temos no entanto de concordar, que criatividade não falta à Empresa. É verdadeiramente uma inovação no Turismo de Aventura. Estou com curiosidade de saber qual o sucesso deste programa de férias.

Se algum dos leitores, apreciador de aventura, lá for,conte-nos como foi e tenha a gentileza de enviar umas fotos.E que escreva também a sua impressão sobre tão rara experiência. Este blogue estará ao seu dispor.

Até à próxima.

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21/04/08

Eu mordo-me de inveja.

Certamente você já reparou naquele tipo de pessoa com quem nos cruzamos diariamente, que anda na rua em passo lento, como se tivesse todo o tempo do mundo por sua conta e com ar de quem quer dizer: Eu sou o máximo!

Caminha com os braços arqueados e afastados do corpo, tal como o cow-boy dos filmes, nos duelos, prontos a sacar das pistolas.

Não sei porquê, mas nunca traz nada nas mãos,penso que é para não estragar a figura, só o vejo com um saco pendurado no ombro quando vai para o ginásio.

Está sempre fazendo pose, como se soubesse que a qualquer momento vai ser fotografado. Aparentemente não tem nada para fazer. Não gosta de ler e apenas cuida de manter os músculos.

Acorda entre o meio dia e as 14 horas, almoça sempre no mesmo local, onde, por ser cliente habitual, tem um bom desconto na refeição. Dali segue para o mesmo sítio de todos os dias, para um bate-papo com os amigos. Ao fim da tarde vai até o ginásio.

Não sei o que faz à noite, mas deve recolher ao seu quarto bastante tarde, tendo em vista as horas a que se levanta.

Imagino que a vida lhe corre de feição, porque se nota que é uma pessoa contente consigo mesmo. E aquela tranquilidade olímpica, só é explicável por uma ausência de preocupações.

Ao menos que haja alguém tranquilo no meio da azáfama da cidade.È que parece estar sempre de férias.
Pois é, mas eu mordo-me de inveja. :)

José


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