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12/07/10

BLOQUEIO CRIATIVO CRÓNICO.

Parece ser este é o meu estado permanente, como se pode ver pelo tempo que demoro a publicar qualquer novo artigo. A minha opinião é que para se escrever um texto,as duas condições necessárias são: Ter uma ideia que eu considere minimamente razoável, e ter vontade de escrever.

Fácil não é? Eu acho que não. A ideia razoável de ontem à noite, hoje já não tem graça nenhuma e a vontade de escrever que ontem não apareceu, essa continua ausente, hoje.

Por estranho que pareça, quando uma delas aparece, a outra teima em estar ausente. É um problema, não é?

Até tenho lido alguns artigos que muitos blogueiros escrevem ensinando a resolver os bloqueios e escrever textos de qualidade. Pois é, mas comigo nem sempre dá, eu explico porquê.

Quando me surge uma ideia, e a vontade de escrever não está por perto, eu tomo nota da ideia (como ensinam os que sabem muito destas coisas) e fico esperando pela vontade de escrever. Às vezes demora quinze dias,um mês, outras vezes mais tempo.

Não aconselho a ninguém o uso deste meu método, porque deixar o blogue sem actualizações é muito prejudicial. Eu próprio sei que é mau sistema, mas no meu caso particular, como tenho uma outra ocupação principal que é muito exigente, e da qual eu vivo, acho que estou desculpado.

Digamos que com este texto pretendo, mostrar o que não se deve fazer.

Lembro-me que uma das ocasiões em que o desejo de escrever apareceu, foi de noite (muitas vezes me acontece isto), de mansinho lá veio ele e zás… colou em mim. O efeito foi imediato, isto é, instantaneamente eu senti um furioso desejo de teclar. Como não ficar feliz, se a ideia já cá estava esperando há oito dias pela vontade de escrever!

Levantei-me da cama, (porque o danado apanhou-me na horizontal, lendo um livro), e a minha mulher, com aquele sono leve que as mulheres têm, acordou e perguntou se estava tudo bem comigo, disse que sim, e esclareci que ia escrever umas coisas no computador.

Não sei porquê, mas ela achou estranho que às 2 horas da madrugada eu fosse escrever no computador! Então ela disparou uma daquelas frases assassinas que esvazia o ego de qualquer potencial escritor: “Tem- juízo- e- vem- mas- é- deitar-te- que- amanhã- é- dia- de- trabalho!” . Para quê entrar em explicações quando a nossa interlocutora está meio adormecida? Fiz-lhe a vontade e deitei-me!

Voltei a abrir o livro que estava a ler, mas ainda sentia uns restos de adrenalina e procurei nas gavetas da mesa de cabeceira o caderninho e a caneta que deviam lá estar, mas não estavam. Nunca aparecem quando são precisos!

Já não consegui retomar a leitura, e deitado, fiquei a olhar para o tecto, imaginando o belíssimo texto que poderia ter escrito se não tivesse corrido tudo mal; E acabei adormecendo. No dia seguinte, tive um dia cheio que nem um ovo e já nem me lembrei escrever.

Em condições normais, quando os elementos necessários (a ideia e a vontade de escrever),estão presentes , eu faço um texto com base numa das ideias que antes anotara. E segundo aprendi com quem sabe (e são muitos), não publico e deixo para fazer uma leitura no dia seguinte, que acaba ficando para uma semana depois.

Quando leio o que escrevi na semana anterior, quase nunca gosto do texto, então faço algumas modificações e fica em banho-maria mais uns dias, até que eu volte a ler e decida, se vou ou não publicar. Se os meus leitores soubessem quantos textos já eliminei! Não me diga que também devia ter eliminado este? É que estou num daqueles dias de tolerância máxima comigo mesmo, além disso estou pressionado pelo “tenho que publicar hoje”!

Estes são alguns motivos que fazem com que eu publique tão pouco. Mas ainda não desisti porque tenho fundadas esperanças de, como alguns colegas blogueiros, vir a escrever três artigos por dia.

Até à próxima

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21/10/07

O pulha não aparece só na nossa adolescência

O pulha não aparece só na nossa adolescência,"quando lutamos para afirmar a nossa identidade, nossos sonhos, nosso lugar no mundo.Estamos cheios de dúvidas sobre o que fazer, e de repente o pulha está ali: é sempre o líder, o que se acha mais bonito, mais inteligente, mais capaz de enfrentar os desafios do futuro." "O pulha (tanto feminino como masculino) nos olha com um certo ar de superioridade, e procura ditar as normas do grupo."
O pulha volta a aparecer mais tarde em diversas ocasiões. Já não é o mesmo da adolescência, é sub-reptício, sonso, às vezes finge ser amigo, mas ataca-nos pelas costas.
Na Faculdade, ele ou ela, não emprestam apontamentos, falam mal de você, "esquecem" de dizer que o professor, não dá aulas na sexta-feira, ou que adiou aquele teste.
No seu primeiro emprego, pode ter a certeza que lá estará o pulha, sempre pronto a apropriar-se das suas boas ideias, e contar a todos, qualquer falhanço que você tenha. Mas eu vou mais longe, em todos os empregos que você tiver lá estará, o pulha para lhe dificultar a vida.
Mais tarde quando você comprar um apartamento num condomínio, logo na primeira reunião, é possível que "haja mortos e feridos", porque lá estava o pulha, dando início às hostilidades.
Mas se preferiu comprar uma moradia para escapar aos problemas dos condomínios, pode acontecer que o pulha, venha a ser o seu vizinho do lado. O pulha está em toda a parte, durante toda a sua vida.
Até se você tiver a ideia de constituir uma sociedade comercial, pode ter o azar de um dos sócios, ser o pulha.
Mas a existência dessa figura, acaba sendo útil: porque pelo menos, serve de máu exemplo; e também nos ensina a lidar com outros pulhas.
Pessimista, eu? Nem por isso. Aprendi com o pulha do emprego, e nunca mais tive problemas, desse género. Eles foram aparecendo, mas já sabia como lidar com a raça.
Você, que ainda está na faculdade, se aprender depressa como agir com eles, melhor para si.
Paulo Coelho, na sua crónica, analisou o pulha adolescente, talvez por falta de espaço. Mas o pulha cresce, e tropeçamos nele durante toda a nossa vida.
José Pereira
Nota: Este "post" foi inspirado na crónica, "O Pulha", de Paulo Coelho, na revista Viva do J.N. do dia 05-10-2007

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